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Escrito por redação   

Grande comediante, esta mulher interpretou personagens marcantes.

Nenhuma outra atriz brasileira participou de tantos longas-metragens. Foram 108 filmes ao longo da vida – um recorde. Fez filme de todos os gêneros. Mas ficou marcada mesmo por fazer rir. Para Oscarito, era a maior comediante do cinema brasileiro. Já Grande Otelo a chamava de “Charles Chaplin de saia”.

A menina do interior do Rio de Janeiro começou a carreira no cinema em 1954. Até essa época, apresentava-se numa rádio carioca, ora fazendo comédia, ora recitando poemas – é autora, inclusive, de quatro elogiados livros de poesias. Foram suas caras e bocas para a comédia que a levaram para a recém-criada tevê e, logo depois, para o cinema.

Tanto nas telinhas quanto nas telonas eram dedicados a ela papéis de moças frágeis – certamente pelo físico miúdo; não media nem um metro e meio. Muitas vezes deu vida a empregadas domésticas. Outras, a moças feias, apesar da vaidade. E também sabia fazer socialites milionárias e cantoras de ópera.

A partir da década de 1970, ganhou espaço em produções televisivas como Sítio do Picapau Amarelo, em que interpretava dona Carochinha. Mas destacou-se mesmo a partir da bem-sucedida parceria com Chico Anysio, com personagens como Biscoito, a mulher rica do bebum Tavares. Num outro papel, o sucesso foi ainda maior. Deu vida a uma recatada senhorita, que encenou diariamente na tevê até pouco antes da morte, aos 83 anos, em 8 de outubro de 1999. Sempre que a personagem ouvia algo que considerava obsceno, fazia uma cara de espanto e, aos frangalhos, lançava o bordão: “Ele só pensa... naquilo!”.

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