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Escrito por Bruno Hoffmann   

Suas principais bandeiras foram a reforma agrária, a educação de qualidade e o aumento de impostos para os mais ricos.

Gaúcho de São Borja como Getúlio Vargas, ele era considerado o herdeiro político do famoso conterrâneo. Ambos alcançaram o cargo mais importante do País. Os dois também tinham o trabalhismo como principal bandeira política.

Tanto que uma frase sua entrou para a história: “Não troco um só trabalhador brasileiro por cem grã-fi nos arrumadinhos”. Nem sempre ele quis saber de política. Na adolescência, chegou a ser lateral-direito do time juvenil do Internacional. Depois foi cursar Direito. Os rumos mudariam em 1945, ao receber convite para se tornar presidente do Partido Trabalhista Brasileiro. Em 1950 já era deputado federal. Três anos depois, ministro do trabalho. Uma de suas primeiras atitudes foi dobrar o salário
mínimo. Ganhou de cara a simpatia dos mais pobres.

Depois, foi vice-presidente de Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros. Com a renúncia de Jânio, tornou-se presidente. Mas quase não conseguiu pôr a faixa presidencial. Os militares e alas conservadoras fizeram de tudo para impedir sua posse. Consideravam que o gaúcho era alinhado ao comunismo internacional.

Suas principais bandeiras como presidente foram a reforma agrária, a educação de qualidade e o aumento de impostos para os mais ricos. Mas o clima ficava mais insustentável a cada dia. Até que, em abril de 1964, um golpe militar o tirou do poder e lançou o País numa ditadura de mais de 20 anos.

Morreria no exílio argentino, em 6 de dezembro de 1976, sem nunca mais ter colocado os pés no Brasil.


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