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O homem que mudou a cara de São Paulo E-mail
Escrito por redação   

Muda-se para a Pauliceia a convite do Barão de Parnaíba.

Cerca de 500 projetos, entre palacetes, escolas e hospitais, saíram das pranchetas de seu escriptorio technico. Nascido em São Paulo a 8 de dezembro de 1851, Francisco de Paula Ramos de Azevedo formou-se engenheiro-arquiteto na Bélgica, com a classificação de Grand Distinction.

De volta à pátria, trabalha em Campinas (SP), onde termina a centenária catedral de Nossa Senhora da Conceição. Muda-se para São Paulo a convite do Barão de Parnaíba, para construir o edifício do Tesouro Nacional. Projeta as sedes de todas as secretarias. Cria boa parte da "imagem do século passado", ainda restante no centro da capital paulista, como o Teatro Municipal, Correios e Telégrafos, Mercado Municipal. Inicia então uma série de construções para instituições e residências.

Em 1894, funda com o amigo Francisco de Paula Souza a Escola Politécnica. Assume a direção do Liceu de Artes e Ofícios, que iria formar gerações de artistas e artesãos. É o primeiro a incentivar a mão-de-obra para a construção civil.

Educador, ao pressentir a morte manda o genro devolver à Politécnica tudo quanto havia ganho como professor e diretor, durante 30 anos: a faculdade montou um laboratório de química. Ramos de Azevedo morre a 12 de junho de 1928, no Guarujá (SP).
 

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