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Um João brilha entre milhares de Joões E-mail
Escrito por Marcia Blasques   

7 de outubro - dia nacional do compositor e dia do nordestino

Retirante como milhares, o maranhense João chegou ao Rio num pau de arara, para trabalhar como ajudante de pedreiro. Mas este João era diferente, embora semialfabetizado.

Artista do povo, crescido no meio da música, da poesia e do bumba-meu-boi: João do Vale. Descendente de escravos angolanos, João cantou a pobreza e ficou conhecido como compositor de protesto, rótulo que carregava com desgosto. Sua arte não era feita apenas para protestar, mas para retratar a vida.

Quinto de oito irmãos, nas brincadeiras do boi aos 12 anos já era amo (quem faz os versos). No Rio, o primeiro sucesso, Estrela Miúda, foi gravado por Marlene. A consagração vem em 1964. Oduvaldo Viana Filho o convida para o show Opinião e Maria Bethânia lança Carcará. A ave nordestina, que "pega, mata e come", torna-se símbolo de um momento histórico.

Em 1986, sofre derrame e fica semiparalisado. O segundo derrame leva o poeta a 6 de dezembro de 1996.
 

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