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Nossa primeira monja foi dondoca e hippie E-mail
Escrito por João Rocha   

5 de fevereiro - dia do Ano Novo no calendário budista

Cerca de 400 milhões de pessoas comemoram dia 5 de fevereiro o Ano Novo do calendário budista. No Brasil, 500 mil pessoas seguem a religião de origem oriental. A primeira monja brasileira foi a paulistana Claudia Dias de Souza Batista, nascida em 1947.

Aos 14 anos, ela casou. Passava as manhãs nos salões de beleza; as tardes, jogando bridge em clubes fechados. Aos 16, separou-se, grávida. Em 1968, ano do AI-5 (Ato Institucional 5, da ditadura militar), tornou-se repórter do Jornal da Tarde. Cobriu passeatas estudantis, informou-se sobre conflitos políticos, sociais, sistemas de governo, filosofias de vida.

Em 1971, saiu do jornal. Entrou para o movimento hippie. Foi viver numa comunidade em Londres. De volta, conheceu o iluminador dos shows do roqueiro Alice Cooper, num dos shows em que ia com os primos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, do conjunto Mutantes. Casou novamente, em Los Angeles.

Depois de dondoca, jornalista engajada e hippie, Claudia aderiu ao American way of life (estilo de vida americano). Mas o destino lhe reservava outra surpresa. Descobriu um templo budista perto de casa. Passou a freqüentar.

Bastaram três anos para largar casa, emprego, marido e cartões de crédito para dedicar-se integralmente ao zen-budismo. Encontrou-se, finalmente. Em 1980, foi ordenada primeira monja budista brasileira, a monja Koen.
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Comentários 

 
#1 Aminthas Bernardino 06-04-2011 14:43
Gostei muito de Ver esse exemplo de vida da brasileira Claudia, que soube dar a volta por cima e se encontrou sendo exemplo pra muita gente.
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