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Alguém viu um novo Garrincha por aí? E-mail
Escrito por redação   

O gê­nio da bola colecionou epi­só­di­os di­ver­ti­dos, frutos da in­ge­nui­da­de e do tem­pe­ra­men­to go­za­dor.

"Digo que fui um palhaço e sou feliz, porque o palhaço é alegria do povo", disse Garrincha. Sua vida já começou engraçada. Nasceu em 28 de outubro de 1933, mas o escrivão, embriagado, anotou dia 18 e apenas o prenome, Manuel.

Só aos 14 anos Mané Garrincha descobriu que não tinha sobrenome. Apesar do fim trágico, arrasado pelo alcoolismo, o gênio da bola colecionou episódios divertidos, frutos da ingenuidade e do temperamento gozador. Na primeira excursão à Europa, em 1955, numa escala de voo, comprou um papagaio. Avisado de que não poderia levá-lo, argumentou: "Com quem mais eu vou falar português se ele não for?"

O "anjo das pernas tortas" morreu em 20 de janeiro de 1983. O poeta Drummond lamentou: "O pior é que as tristezas voltam e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho."
 

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