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Mudou nosso basquete no tapa E-mail
Escrito por Mariana Proença   

12 de outubro - dia do basquete

Cavalo de Aço, Bira. Apelidos de um dos maiores pivôs do basquete brasileiro. Paulistano, nasceu Ubiratan Pereira Maciel em 18 de janeiro de 1944. Com 1m98, não tinha altura de pivô. Inovou. Veloz, saltava primeiro para atrapalhar os adversários. Enquanto o outro descia, Bira subia para ficar com a bola. Dominava o garrafão. Ganhava rebotes e acionava contra-ataques rápidos. Mudou o estilo do nosso basquete. Deixava adversários desconcertados com os tapinhas que dava na bola.

Em 1959, praticava atletismo. O treinador sugeriu basquete. Foi o primeiro brasileiro a jogar no exterior, em 1970, na Itália.

Incansável. Com Bira, o Brasil foi bicampeão mundial em 1963; prata em 70; bronze em 67 e 78; e bronze nas Olimpíadas de 64. Campeão paulista 11 vezes: cinco no Corinthians, onde jogou oito anos. Único brasileiro cotado para o Hall da Fama, nos Estados Unidos.

Com mais de 20 anos de carreira, em 1985, o Rei do Tapinha se aposentou. Dever cumprido. “Com garra e tenacidade”, concluiu. Morreu em 17 de julho de 2002, aos 58 anos.

“O basquete brasileiro divide-se em antes e depois de Bira”, define Milton Setrini Júnior, o Carioquinha, armador por 15 anos da Seleção Brasileira.
 

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