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Nada de Papai Noel: Bandeira acreditava em fadas E-mail
Escrito por Natália Pesciotta   

De noite, ele colocava chinelinhos atrás da porta do quarto.

Uma das vivências mais caras da infância de Manuel Bandeira era um costume da véspera de Natal. De noite, ele colocava chinelinhos atrás da porta do quarto e, no dia seguinte, os encontrava cobertos de presentes.

Mas não os atribuía a Papai Noel. Segundo a “encantadora mentira dos verdadeiros mimoseadores”, como o poeta definia a artimanha dos pais, os agrados eram trazidos por uma fada.

No poema Versos de Natal, em que Bandeira escreve sobre a sensação de se ver adulto no espelho, lembra que, apesar da idade, guardava a antiga sensação de otimismo:

O menino que não quer morrer, / Que não morrerá senão comigo, / O menino que todos os anos na véspera de Natal / Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
 

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