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Impossível esquecer o inesquecível Germano E-mail
Escrito por João Rocha   

"Já fui pobre. Hoje, graças a Deus, me encontro na miséria."

Teve dias de rei. Jockey Club, bebidas, mulheres.

Havia quem o chamasse de embaixador austríaco, diplomata romeno.

Mas seu negócio é samba. E seu nome, Germano Mathias. Nasceu no bairro paulistano do Pari, 2 de junho de 1934. Frequentava rodas de engraxates. Soube que a Rádio Tupi testava cantores. Marcando ritmo em lata de graxa, deixou 300 candidatos para trás. Ganhou carteira de "cantor e executante de instrumentos exóticos".

Em 1956, sucesso: Minha Nega na Janela. Tornou-se astro da Odeon.

Inaugurou tv, fez show na França, Portugal. E foi esquecido. Em 1978, Gilberto Gil gravou ao seu lado Antologia do Samba-Choro. Mais 8 anos, e o escritor João Antônio o põe personagem de pungente texto sobre a capital paulista, Abraçado ao Meu Rancor, no livro de mesmo nome.

Com vitalidade e bom humor, o mestre completa: "Já fui pobre. Hoje, graças a Deus, me encontro na miséria."
 

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