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Briga por mulheres rende obras-primas da nossa música E-mail
Escrito por João Rocha   

Usava terno de linho branco, camisa de seda, cachecol nos ombros.

Wilson Batista nasceu em Campos, norte do estado do Rio, em 13 de julho de 1913. Na capital, ganhou a vida como faz-tudo do Teatro Recreio. Ali está quando seu primeiro samba, Na Estrada da Vida, é lançado por Aracy Cortes. Prodígio: ele tinha 16 anos.

A facilidade de compor o põe entre os grandes. Mas esbarra com força maior. Engraça-se com cabrocha que tinha pretendente: Noel Rosa. Conquista a mulata, mas ganha um desafeto.

Entre 1933 e 1935, a disputa rende canções preciosas, como Lenço no Pescoço e Conversa Fiada, de Wilson; Palpite Infeliz e Feitiço da Vila, de Noel.

Wilson morreu a 7 de julho de 1968. Foi sepultado como queria: de smoking, cercado por companheiros que, até o nascer do sol, entoaram alguns dentre centenas de seus sambas.

Em vida, usava terno de linho branco, camisa de seda, cachecol nos ombros. Dizem que nunca usou a navalha que carregava no bolso.
 

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