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Radamés fez violino dar samba E-mail
Escrito por Janaina Abreu   

26 de outubro - dia oficial do músico

Radamés Gnatalli foi mestre na arte de misturar música popular com erudita. Nascido em Porto Alegre em 1906, seria exímio pianista se não tivesse frequentado grupos de seresteiros boêmios. Conhece Pixinguinha, que lhe apresenta o choro: "Ali naquela roda, aprendi a música popular brasileira."  Inicia carreira tocando piano em cinemas. Compõe peças eruditas e orquestra música popular.

Em 1931, suas composições são executadas com sucesso na Europa e Estados Unidos. Arranjador de orquestras de rádios, estreia em 1943 na Rádio Nacional o programa Um Milhão de Melodias, apresentado durante 30 anos. De 1936 a 1965, escreve dez mil arranjos, como o fox Lábios que Beijei, com Orlando Silva (1936); Aquarela do Brasil (1939), com Francisco Alves; e o samba-canção Copacabana, gravado por Dick Farney (1946).

Radamés Gnatalli transitou com liberdade entre o popular e o erudito. Criando, experimentando, indiferente a preconceitos. Pôs violino no samba; atabaque e reco-reco no Teatro Municipal.

Morreu em 1988, aos 82 anos. Dizia sobre a música: "É uma arte completa e independente de definições literárias. Só pode ser definida com a própria música."
 

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