Banner
Mensagem corre o Brasil com sotaque do Brás E-mail
Escrito por Janaina Abreu   

25 de janeiro - dia do carteiro

Nos anos 1940, com pouco mais de 20 anos, Isaura Garcia estava entre nossas mais importantes cantoras.

O apresentador Blota Júnior chamou-a de A Personalíssima, pela originalidade que lhe deu destaque nacional, alcançado apenas por cantoras do Rio de Janeiro. Cantava com sotaque do Brás, bairro paulistano com forte influência italiana, onde nasceu em 1919. A mãe, Amélia, era irmã do pintor José Pancetti, nosso mestre das paisagens marinhas.

Aos 13 anos, Isaura inscreve-se junto com a mãe no programa Peneira de Ouro Rhodine, da Rádio Cultura. Levam gongo. Na segunda tentativa, Isaura vence o programa Quá Quá Quarenta, na Record, que a contrata em 1938. Sua voz criou clássicos: Chega de Tanto Amor (Mário Lago), Pode Ser (Geraldo Pereira e Marino Pinto), E Daí? (Miguel Gustavo), De Conversa em Conversa (Lúcio Alves e Haroldo Barbosa), Contra-Senso (Antônio Bruno), Contando Estrelas (Alfredo Borba e Edson Borges).

Foi a primeira Rainha do Rádio Paulista. Gravou até os anos 1970 e morreu em 1993, aos 74 anos. O maior sucesso foi Mensagem, de Aldo Cabral e Cícero Nunes, que a coroou Rainha dos Carteiros em 1946:

Quando o carteiro chegou / E o meu nome gritou
Com uma carta na mão / Ante surpresa tão rude
Nem sei como pude / Chegar ao portão.
 

Adicionar comentário

Seus comentários serão moderados e assim que aprovados serão publicados no site.