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Aos 77 anos, dona Fusae surfa, voa e anda de skate E-mail
Escrito por Laís Duarte   

8 de março - dia internacional da mulher

Era 1933 quando a família de Fusae Uramoto aportou em Santos, litoral de São Paulo. Pai, mãe e filhos vieram do Japão em busca de trabalho nas fazendas de café de Ribeirão Preto. Fusae tinha apenas 3 anos e lembra-se das primeiras dificuldades: duas irmãs morreram de coqueluche. Na roça a menina cresceu.

Foi lavradora, locutora de rádio, comerciante. Casou-se e teve um filho. Fez de tudo um pouco, sempre sonhando ver de novo o mar que a trouxe ao Brasil. Com o marido doente, voltou à cidade em que desembarcou. Na praia, vendeu pastel e, entre uma fritura e outra, namorava o balanço das ondas. De tanto observar os surfistas, decidiu ser um deles. Aos 72 anos. Dona Fusae começou em uma prancha pequena, o bodyboard. Depois, optou por voos maiores. Hoje, sempre que dá onda, se equilibra num longboard. O marido espera em casa, preparando o almoço.

Por falar em voos, ao completar 77 anos, ela escolheu uma comemoração particular: ver o mar - só que, desta vez, de cima. Nasceu ali a paixão pelo voo livre. E ela não parou por aí. O ano novo trouxe novos planos. Agora dona Fusae aprende a andar de skate com um professor 60 anos mais jovem. Com equipamento de segurança e coragem, diz que a emoção de deslizar sobre as rodinhas é impossível descrever: "É tanta alegria que só sei explicar em japonês, em português não tenho as palavras".

 

 

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