Era uma vez um reino em que havia uma princesa que gastava sete pares de sapato por noite. Ninguém explicava o mistério.
Joãozinho, rapaz que andava correndo mundo, ouviu falar do caso. O rei daria a mão da filha em casamento a quem descobrisse o mistério. Caso contrário, teria a cabeça decepada.
O rapaz falou com o rei. Combinou dormir em aposento próximo da princesa. Muito esperto, notou um bauzinho debaixo da cama dela. À meia-noite, ela chamou:
– Calicote! Calicote!
De dentro do baú saiu um diabinho. A princesa calçou um par de sapato e guardou mais seis novos no baú. Ela, Calicote e o baú entraram em uma carruagem. Escondido, Joãozinho partiu com eles.
Chegaram a um rico palácio, cheio de convidados, música e festa. Joãozinho escondeu-se debaixo da mesa. A princesa dançava rasgando um par de sapato em cada contradança. Calicote lançava os pares velhos no canto e Joãozinho os pegava. Duas horas depois voltaram ao reino.
Calicote voltou para o bauzinho. Pela manhã, o rei queria a solução do enigma. Joãozinho pediu um banquete com a presença do bispo e da princesa.
Na sobremesa, mostra os sete sapatos que trouxe, fazendo a princesa desmaiar. Pediu para o senhor bispo benzer o baú. O baú deu um estouro, soltando no ar cheiro de enxofre insuportável. A princesa abriu os olhos e, cheia de alegria, exclamou:
– Graças a Deus, estou livre!
Livrou-se do castigo que uma fada infernal lhe impôs, com inveja de sua beleza. Joãozinho casou com a princesa e viveram todos muito felizes.
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