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27 – Junho de 2001

ELITE É GENTE COMO A GENTE

Nunca ouviu falar de Jacques D’Avray, mas conhece o saci? Então você tem pouco a ver com a elite do início do século 20, aquela que freqüentava a Villa Kyrial, chácara do senador José de Freitas Valle, comprada em 1904 no bairro paulistano de Vila Mariana. Vivia-se a euforia da Belle Époque, quando era moda copiar Paris. Valle não ligava para críticos como Monteiro Lobato, para quem, dentro de um salão estilo Luís XV, não passávamos de uma mentira de rabo de fora. Transformou sua casa em centro difusor de cultura que, por duas décadas, marcaria a vida intelectual da capital paulista.

Escritores, pintores, músicos e políticos reuniam-se para banquetes e saraus com Lasar Segall, Guilherme de Almeida, Oswald e Mário de Andrade. Passaram por lá o tenor italiano Enrico Caruso e a atriz francesa Sarah Bernhardt.

Gaúcho do Alegrete, Valle foi professor de francês, advogado, perfumista, gourmet e mecenas. Poeta simbolista, escrevia (em francês, é claro) sob o pseudônimo de Jacques D’Avray. E criava delícias culinárias que às vezes servia na ordem invertida, começando pelo cafezinho até chegar ao prato de entrada. Legislador, dedicou-se à educação e ao ensino artístico. Um dos fundadores da Pinacoteca do Estado, respondeu pelo Pensionato Artístico de São Paulo, concedendo bolsas de estudo na Europa para artistas como Anita Malfatti, Brecheret e Francisco Mignone. Estas e outras histórias estão no livro Villa Kyrial: crônica da Belle Époque paulistana (Ed. Senac, R$ 30,00), de Marcia Camargos, com requintado projeto gráfico art-nouveau de J. C. Bruno.

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