13/6 – DIA MUNDIAL DO ROCK

CABINHAS DA PESTE

Na escola sem professores, meninada faz instrumentos e dá o show

{julho de 2008}

Os Cabinha na base do nananá.

O que pode haver de tão novo em um quinteto que faz referências aos grandes nomes do rock mundial? A resposta está na certidão de nascimento. Os Cabinha, banda de iniciação musical da Fundação Casa Grande – escola de gestão cultural localizada em Nova Olinda, Ceará –, é formada por meninos entre 9 e 11 anos.
Rodrigo Alves, Renê Nascimento, José Wilson, Arthur Diniz e Iêdo Lopes são os astros de shows pouco ortodoxos, em que empunham guitarras e contrabaixos de madeira, acompanhados de percussão feita de lata. E que se diga: instrumentos construídos por eles próprios. “No palco, eles imaginam que estão tocando, enquanto a platéia acredita que ouve”, define o coordenador da instituição, Alemberg Quindins. A descrição é uma referência ao som dos instrumentos das crianças, que, excetuando a percussão, é todo feito com a boca, na base do nananá.
Além de músicos, esses cabinhas – sinônimo de menino, no Nordeste – são radialistas, câmeras, gerentes de laboratório de conteúdo e recepcionistas-mirins, que guiam turistas pela instituição. Passam a semana toda na Casa Grande, que possui atE estúdio de áudio – o mais bem equipado
da região. Foi lá que a bandinha gravou o primeiro CD, com a ajuda dos meninos mais velhos, respeitando a pedagogia do ensino não-formal – nem adianta procurar; não há professores ou inspetores por lá.
O disco, que leva o nome da banda, sairá ainda em 2008. Será vendido a 5 reais em máquinas da ONG Eletrocooperativa, instaladas em pontos estratégicos do País, dentro do projeto Música Livre e Comércio Justo.

Saiba Mais MySpace de Os Cabinha.

Mariana Albanese
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