Paixão e morte de Anayde Beiriz

{outubro de 2005}

Anayde Beiriz

1930. O apartamento do político paraibano João Dantas é invadido pela polícia. Um jornal ameaça divulgar suas cartas para a namorada, Anayde Beiriz, apreendidas na invasão. Vendo por trás daquilo o rival João Pessoa, Dantas o mata. É a ruína de Anayde.
A professora e poeta era bonita, cabelos curtos, algo raro para uma mulher na época. Freqüentava rodas literárias e defendia os direitos das mulheres.
Dantas foi preso e morreu. Vice de Getúlio para as próximas eleições, João Pessoa se tornaria mártir da Revolução de 1930. E Anayde passou a ser apontada como culpada pelo incidente. Deprimida, em 22 de outubro de 1930 toma veneno. É enterrada como indigente; seus poemas, de beleza hoje reconhecida, são queimados.
Seu nome permanece proibido até que o movimento feminista da década de 1970 recupera sua memória. Em 1983, é tema do filme Parahyba, Mulher Macho, de Tizuka Yamazaki.

SAIBA MAIS
Anayde Beiriz, Paixão e Morte na Revolução de 30, de José Joffily (CBAG, 1980).

Angela Pinho
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