5 DE JUNHO -DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

ESPECIALISTA EM POROROCA

Surfista curitibano surfou onda de 33 minutos

{junho de 2009}

Serginho Laus em ação.

Se a época é de chuva, com maré alta e lua nova ou cheia, as condições estão ideais. De um lado, temerosos ribeirinhos; de outro, aventureiros ansiosos pela chegada das ondas gigantes dos rios amazônicos.
Os melhores picos de surfe não animam mais Marcos Menezes, o Sifu, que roda o mundo com uma prancha atrás de ondas perfeitas. Depois que experimentou a pororoca na Amazônia, em 2006, “surfar no mar virou recreação”.
A pororoca não é exclusividade do Brasil. As águas doces de outros lugares também ficam, em algum momento, sem força suficiente para sobrepôr-se às águas do mar, gerando o fenômeno. Mas o recorde de maior tempo de surfe em uma onda é de um brasileiro, e tomou lugar no rio Araguari, no Amapá. O curitibano Serginho Laus, que se apresenta profissionalmente como “especialista em pororoca”, pegou carona numa onda por 10 quilômetros, durante 33 minutos.
Para quem se interessar por seus serviços, cada período de condições favoráveis rende cinco dias seguidos de ondas. Enquanto elas espantam animais e derrubam árvores das margens por mais de duas horas, um barco posiciona os surfistas. Embalados pela pororoca, eles vão avistando búfalos, vários tipos de aves, a mata densa. “É como enfrentar um safári”, diz Sifu. O perigo, é bom que se diga, pode ser maior. Se as águas derrubam o surfista, melhor torcer para que não haja nenhum pedaço de árvore ou jacaré no caminho.

Saiba Mais
Pororoca: Surfando na selva, de Serginho Laus (Ediouro, 2006).
Assista a um vídeo com imagens de surfe na pororoca.

Natália Pesciotta
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